segunda-feira, 21 de março de 2011

Deus lançaria um servo a quem ama no inferno?

O Juízo de Deus começa pela Sua Casa

Lendo um artigo interessante sobre a Salvação outorgada a nós pelo Senhor, fico pensativa quanto a alguns argumentos que gritam em nosso meio, em nossos púlpitos, em nossas reuniões de estudo e que geram no coração de muitos uma falsa segurança de salvação, baseada num amor e misericórdia divinos que jamais nos constrangeria ao inferno.

Creio plenamente que o Senhor é poderoso para aperfeiçoar esta obra até aquele grande dia. Sei que dependemos totalmente de Sua graça e amor, e que sua vontade não é a perdição eterna. Mas encontro em Jo 15.4, assim como em diversas outras passagens, que: Quando uma pessoa crê em Cristo e recebe o seu perdão, recebe a vida eterna e o poder de estar ou permanecer nEle.

Tendo esse poder, o crente precisa aceitar a responsabilidade quanto à salvação e permanecer em Cristo. Assim como a vara só tem vida enquanto a vida da videira flui na vara, o crente tem a vida de Cristo somente enquanto esta vida flui nele pela sua permanência em Cristo.
  
Este assunto é de vital importância, pois iludimos a nós mesmos se acreditamos que podemos viver uma vida de pecado e mundanismo, uma vida de egoísmos e insubordinação, regendo nossas vidas e abrindo nossos ouvidos apenas para o que é agradável a nós, conforme as concupiscências do nosso enganoso coração, e ainda assim, mantermos comunhão com Deus e termos a graça de poder encontrar com Ele sem ter do que nos envergonhar. Somos os mais indignos dos homens se agirmos com tanta indeferença à Santidade de Deus.

A alegoria da videira e das varas deixa plenamente claro que Cristo não admitia que "uma vez na videira, sempre na videira". Pelo contrário, Jesus nesta alegoria faz aos seus discípulos uma advertência séria, porém amorosa, mostrando que é possível um verdadeiro crente abandonar a fé, deixar Jesus, não permanecer mais nele e por fim ser lançado no fogo eterno do inferno (v.6).

Temos aqui o princípio fundamental que rege o relacionamento salvífico entre Cristo e o crente, a saber: que nunca é um relacionamento estático, baseado exclusivamente numa decisão ou experiência passada. Trata-se, pelo contrário, de um relacionamento progressivo, à medida que Cristo habita no crente e comunica-lhes sua vida divina (Cl 3.4; I Jo 5.11-13).

Aqui, Jesus nos ensinou três verdades de vital importância: a) A responsabilidade de permanecer em Cristo recai sobre o discípulo. É esta a nossa maneira de corresponder ao dom da vida e ao poder divinos concedidos na regeneração; b) Permanecer em Cristo resulta em Jesus continuar a habitar em nós pelo Espírito Santo que nos foi dado. Pois até o mesmo Espírito pode ser entristecido e extinguido de nós, como diz as Escrituras, "não extingais o Espírito" (I Ts 5.19). Se Ele pode ser extinguido, podemos perder esta abundante graça que nos conduz ao Céu. Jesus permanece em nós através da obra do Espírito Santo, se Este mesmo Espírito deixou de habitar em nós, logo, também não permanecemos nesta comunhão. Permanecer em Cristo resulta em Jesus continuar a Habitar em nós; frutificação do discípulo; sucesso na oração e plenitude da alegria. c) As consequências do crente deixar de permanecer em Cristo são a ausência de fruto (vv.2,6), a separação de Cristo e a perdição eterna, onde haverá choro e ranger de dentes.

Sede Santos como Eu sou Santo...
Sem Santidade ninguém verá a Deus!


Somente aqueles que perseverarem até o fim, aqueles que vencerem comerão da árvore da Vida, que está no meio do paraíso de Deus (Ap 2.7); só os que vencerem, não receberão o dano da segunda morte (Ap 2.11); só os que vencerem, comerão do maná escondido e receberão uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe (Ap 2.17); só os que vencerem e guardarem até ao fim as minhas obras Eu lhes darei poder sobre as nações (Ap 2.26); só o que vencerem serão vestidos de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei seu nome do livro da Vida (repare que ele pode ser riscado deste livro), e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos anjos (Ap 3.5); só os que vencerem serão colocados como coluna no Templo de Deus, e dele nunca sairá, e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da Cidade do meu Deus...e também o meu novo Nome (Ap 3.12); só aos que vencerem, lhes concederei que se assentem comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono (Ap3.21).

Muitos dos cristãos de hoje serão chamados perante à presença do Senhor e o ouvirão dizer: Apartai-vos de mim malditos, não vos conheço! E esta palavra não é para ímpios que nunca alcançaram a fé, mas para os crentes que um dia conheceram Sua graça, receberam a obra da regeneração, e que trabalharam na obra do Senhor! Aqui vemos que estes diziam para Deus o que fizeram, mas foram reprovados.

É possível ao homem regenerado cair desta graça se não mantiver um esforço sincero em permanecer na presença de Deus sujeitando-se  com humildade e inteireza de coração.

O Espírito Santo coopera conosco.
I Jo 5.13 diz: "Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tende vida eterna e para que creiais no Nome do Filho de Deus" - Todo cristão deve ter a certeza da salvação, ou seja, a certeza de que , quando Cristo voltar ou a morte chegar, esse cristão irá estar com o Senhor no céu ( Fp 1.23, 2 Co 5.8). O propósito de João escrever esta primeira epístola é para que o povo de Deus tenha esta certeza (5.13). Porém, note que João em parte alguma da carta declara que uma experiência de conversão vivida apenas no passado proporciona certeza ou garantia da salvação hoje. Supor que possuímos a vida eterna, tendo por base única uma experência passada, ou uma fé morta, é um erro grave. Esta epístola expõe algumas maneiras de sabermos que estamos salvos como crentes em Jesus.

Temos certeza da salvação quando cremos no Nome do Filho de Deus; quando cremos em Cristo como Senhor da nossa vida e procuramos sinceramente guardar os seus mandamentos; quando não amamos ao mundo; quando habitual e continuamente praticamos a justiça, e não o pecado, pois quem vive na pratica do pecado é do diabo; quando amamos os irmãos; quando temos consciência da habitação do Espírito Santo em nós; quando aceitamos e permanecemos na Palavra da Vida e quando temos um intenso anelo e uma inabalável esperança pela volta de Jesus.

Hb 4.11,12 e 13 diz: "Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência. Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta pra discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar".

À luz da benção gloriosa do estado eterno e da terrível sorte dos que não entrarão ali, o crente deve esforçar-se diligentemente para alcançar o lar celestial do povo de Deus. Isso requer nosso esforço em direção ao alvo celestial (Fp 3.13,14), apego à Palavra (v.12) e dedicação à oração (v.16).
A Palavra de Deus mostra quem vai entrar no repouso de Deus. Ela é uma espada cortante que penetra no mais íntimo do nosso ser para discernir se nossos pensamentos e motivos são espirituais ou não (vv.12,13). Tem dois gumes e corta, ou para nos salvar ou para nos condenar à morte eterna (Jo 6.63; 12.48). Por isso, nossa atitude para com a Palavra de Deus deve ser achegar-se a Jesus como nosso sacerdote, pois ele também se compadece das nossas fraquezas e nos ajuda, mas precisamos nos achegar a Ele.

Não quero dizer aqui que todas essas coisas vem da nossa capacidade humana de servir ao Senhor, pois nosso braço jamais conseguiria tal coisa, mas quando humildes e quebrantados diante do Senhor, como aquele pecador arrependido que subiu ao monte para orar e nem sequer ousava olhar para o céu quando clamava:  "Senhor tem misericórdia de mim, que sou um homem pecador!". Este voltou justificado. E quanto mais indigno da graça ele se julgava, mais cheio desta graça ele se tornava. A salvação é pela fé, é dom de Deus, e dependemos totalmente Dele para isso, porém, o Espírito Santo que habita no crente, transformando-o numa "nova criatura", com uma consciência e caráter diferentes, aperfeiçoará esta obra até àquele grande dia, naqueles que humildemente perseverarem em buscar , obedecer e viver na presença e na Santidade de Deus. O Espírito Santo coopera conosco nisso, em nos levar ao quebrantamento e ao serviço sinceros, sem manchas, que agrade à Deus.
Jesus disse que "Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! Entrarão no Reino dos Céus.

Quanto ao amor de Deus que não lançaria seus amados no inferno, Deus ama a todos e não faz acepção de pessoas. Ele também não se  agrada da morte do ímpio, não tem prazer nisso! Apocalipse nos adverte que muitos que o conheceram serão lançados lá, e terão seus nomes riscados do livro da vida. Isto é fato! É realidade!

A Bíblia diz que: aqueles tesouros e segredos que olhos nunca viram, ouvidos nunca ouviram, e nunca chegou ao coração de homem algum, é o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Jesus também disse que aqueles que o amam fazem a vontade do Pai.

Fazemos as coisas que Deus odeia, entristecemos o Seu Espírito, nos entregamos à sensualidade, a prostituição e a mentira, conseguimos até extingui-lo, e ainda assim estamos salvos?
Não haveria um engano aí?

O juízo de Deus começa pela Sua Casa!

Nenhum comentário:

Postar um comentário