sábado, 19 de março de 2011

Satanás Considera o Servo que Deus Usa

Do Livro de Charles Spurgeon - "Satanás Considera o Servo que Deus Usa".
(para nossa meditação - páginas 20,21,22 e 23)


A consideração que satanás faz sobre os santos de Deus é em relação a esta sua sabedoria: ele os observa maravilhado quando considera a diferença entre si mesmo e os santos. Um traidor, quando conhece a completa vileza e a escuridão de seu próprio coração, não pode deixar de ser impressionado quando é forçado a crer que outro homem possa ser fiel. O primeiro recurso de um coração traidor é crer que todos os homens são tão traidores quanto ele e que realmente o são, mesmo que não aparentem. O traidor pensa que todos os homens são traidores como ele, ou seriam, se o pagamento for melhor do que a fidelidade.


Quando satanás olha para o cristão e o encontra fiel à Deus, e à Sua verdade, talvez despreze esse cristão, mas ainda assim se maravilhando com ele e desejando saber como ele age dessa maneira.


"Eu", ele parece dizer, "um príncipe, um nobre do parlamento de Deus, não submeteria minha vontade a Jeovah. Penso que é muito melhor reinar no inferno do que servir nos céus. Não mantive meu primeiro estado, mas caí do meu trono; como pode ser que esses permaneçam? Que graça é essa que os mantém? Eu era um vaso de ouro e, apesar disso, fui quebrado; eles são vasos de barro, mas eu não posso quebrá-los! Eu não poderia permanecer na minha glória; qual pode ser a graça inigualável que os sustenta em sua pobreza, em sua obscuridade, em sua perseguição, ainda fiéis ao Deus que não os abençoa nem os exalta como Ele fez comigo?"


Pode ser também que ele se admire com a felicidade dos santos. Ele sente dentro de si um tempestuoso mar de miséria. Há um abismo incomensurável de angústia dentro de sua alma, e quando ele olha para os crentes , ele os vê quietos na alma, cheios de paz e felicidade, e frequentemente sem meios externos pelos quais poderiam ser confortados e, ainda assim,  regozijando-se e cheios de glória. Satanás anda para cima e para baixo por todo o mundo e possui grande poder, e há muitos cruéis mercenários para servi-lo, mas não tem a felicidade de espírito que possui aquele lavrador humilde, obscuro, desconhecido, sem servos para servi-lo, mas estirado de fraqueza sobre uma cama. 


Ele admira e odeia a paz que reina na alma do crente.