domingo, 20 de março de 2011

Salvos uma vez, salvos para sempre? Seria esta a mensagem que Jesus nos ensinou?



Quando uma pessoa crê em Cristo e recebe o seu perdão, recebe a vida eterna e o poder de estar ou permanecer nEle. Tendo esse poder, o crente precisa aceitar a responsabilidade quanto à salvação e permanecer em Cristo. Assim como a vara só tem vida enquanto a vida da videira flui na vara, o crente tem a vida de Cristo somente enquanto esta vida flui nele pela sua permanência em Cristo. 
A palavra grega aqui utilizada é "meno", que significa continuar, permanecer, ficar, habitar. As condições mediante as quais permanecemos em Cristo são:
  • 1) Conservar a Palavra de Deus continuamente em nosso coração e mente, tendo-a como guia de nossas ações (v.7);
  • 2) Cultivar o hábito de comunhão constante e profunda com Cristo, a fim de obtermos dele força e graça (v.7);
  • 3) Obedecer aos seus mandamentos e permanecer no seu amor (v.10) e amar uns aos outros (vv.12,17);
  • 4) Conservar nossa vida limpa, mediante a Palavra, resistindo a todo o pecado, ao mesmo tempo que nos submetemos à orientação do Espírito Santo.

Este assunto é de vital importância, pois iludimos a nós mesmos se acreditamos que podemos viver uma vida de pecado e mundanismo, uma vida de egoísmos e insubordinação, regendo nossas vidas e abrindo nossos ouvidos apenas para o que é agradável a nós, conforme as concupiscências do nosso enganoso coração, e ainda assim, mantermos comunhão com Deus e termos a graça de poder encontrar com Ele sem ter do que nos envergonhar. Somos os mais indignos dos homens se agirmos com tanta indeferença à santidade de Deus.
A alegoria da videira e das varas deixa plenamente claro que Cristo não admitia que "uma vez na videira, sempre na videira". Pelo contrário, Jesus nesta alegoria faz aos seus discípulos uma advertência séria, porém amorosa, mostrando que é possível um verdadeiro crente abandonar a fé, deixar Jesus, não permanecer mais nele e por fim ser lançado no fogo eterno do inferno (v.6).
Temos aqui o princípio fundamental que rege o relacionamento salvífico entre Cristo e o crente, a saber: que nunca é um relacionamento estático, baseado exclusivamente numa decisão ou experiência passada. Trata-se, pelo contrário, de um relacionamento progressivo, à medida que Cristo habita no crente e comunica-lhes sua vida divina (Cl 3.4; I Jo 5.11-13).
Aqui, Jesus nos ensinou três verdades de vital importância: a) A responsabilidade de permanecer em Cristo recai sobre o discípulo. É esta a nossa maneira de corresponder ao dom da vida e ao poder divinos concedidos na regeneração; b) Permanecer em Cristo resulta em Jesus continuar a habitar em nós pelo Espírito Santo que nos foi dado. Pois até o mesmo Espírito pode ser entristecido e extinguido de nós, como diz as Escrituras, "não extingais o Espírito" (I Ts 5.19). Se Ele pode ser extinguido, podemos perder esta abundante graça que nos conduz ao Céu. Jesus permanece em nós através da obra do Espírito Santo, se Este mesmo Espírito deixou de habitar em nós, logo, também não permanecemos nesta comunhão. Permanecer em Cristo resulta em Jesus continuar a Habitar em nós; frutificação do discípulo; sucesso na oração e plenitude da alegria. c) As consequências do crente deixar de permanecer em Cristo são a ausência de fruto (vv.2,6), a separação de Cristo e a perdição eterna, onde haverá choro e ranger de dentes.

Sede Santos como Eu sou Santo...

Léa Mendonça - Eu e Minha Casa